Arte no Parque é uma iniciativa do Centro de Ciência Viva de Vila Real  em parceria com a Instantes Mutantes que pretende sensibilizar a comunidade para a necessidade de conhecer e proteger o património biológico natural. Durante o ano de 2018 foram feitas várias intervenções artísticas no Parque Corgo em Vila Real de modo a despertar a curiosidade por quem aqui passa. Cada artista, à sua maneira, encontrou uma forma de acrescentar valor a este espaço.

O Coletivo Rua, autores deste mural, vieram a Vila Real retratar e homenagear a biodiversidade deste Reino Maravilhoso. Este coletivo, constituído por Frederico Draw, Contra, Fedor, The Caver e Third, elegeu as espécies protegidas da região como tema central da peça. Entre as espécies retratadas podemos destacar o lobo ibérico, a águia real, a borboleta azul e o lince ibérico como espécies ameaçadas que habitam na região.

O Charco por Catarina Glam é um novo espaço de lazer no Parque Corgo onde podemos observar a Biodiversidade de perto. Esta artista, que trabalha a tridimensionalidade com diversos materiais, presenteou-nos com personagens que nos convidam a visitar e explorar este espaço.

Bafo de peixe é autor de diversas intervenções no Parque Corgo. Desde a Vaca-loura aos Corvos, este artista tenta camuflar a sua arte no meio natural. Um bom desafio para um domingo de sol é tentar encontrar as suas intervenções pelo parque!

A Borboleta de Bordalo II não passa despercebida a ninguém que passe no Parque Corgo. Com uma vista privilegiada sobre o rio, esta peça é muito mais que uma homenagem à nossa borboleta azul. É também uma chamada de atenção à ação do homem na terra, uma mensagem que Bordalo II reforça no seu trabalho e que leva consigo pelo mundo fora.

Chioglossa Lusitanica é uma representação particular de uma espécie endémica da Península bérica (Salamandra Lusitânica) esta é uma espécie em estado vulnerável e que habita no Parque Natural do Alvão, Vila Real. Da autoria de Pereira de Sousa, esta salamandra é delineada por peças de barro negro de Bisalhães, uma tradição ancestral com a qual o artista sente grande ligação.

Esta iniciativa terminou com a exposição coletiva Traços e Riscos da Biodiversidade que serviu, desta forma, para encerrar este ciclo de intervenções artísticas. 


Parque Corgo, Vila Real 2018

Curadoria: Instantes Mutantes

Uma iniciativa: Centro de Ciência Viva de Vila Real  

Artistas convidados: Coletivo Rua, Glam, Bafo de Peixe, Bordalo II, Pereira de Sousa

Fotografia: Paulo Sampaio & Nuno Sampaio


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